A juriti-pupu (Leptotila verreauxi), também conhecida como juriti-gemedeira, é uma das aves silvestres mais presentes na fauna brasileira. Com seu canto melancólico e suave, ela encanta moradores de zonas rurais e até de áreas urbanizadas. No entanto, apesar de sua aparência simples e comportamento tranquilo, a juriti-pupu possui um organismo delicado e precisa de cuidados veterinários regulares, especialmente quando criada em cativeiro ou resgatada de situações de risco.
Neste artigo, vamos entender melhor as características da juriti-pupu, suas curiosidades, necessidades e os principais cuidados para garantir sua saúde e longevidade.
A juriti-pupu pertence à família Columbidae, a mesma das pombas e rolinhas. Mede entre 25 e 30 cm, possui corpo arredondado, plumagem em tons de cinza, marrom e vinho, além de olhos escuros expressivos. Seu nome “pupu” vem do som que emite: um canto triste, profundo e repetido, muito típico ao entardecer.
É uma ave terrestre, ou seja, costuma andar mais do que voar, alimentando-se de sementes e pequenos frutos caídos no solo. Vive entre 8 e 12 anos em cativeiro, podendo ultrapassar essa expectativa quando bem cuidada.
Atenção: esses podem ser sinais de doenças!
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Tem o canto mais melancólico entre as aves brasileiras:
Seu som é muitas vezes descrito como “choroso” e inspirou músicas, poemas e lendas populares.
É extremamente pacífica:
Dificilmente entra em confronto com outras aves, preferindo locais calmos, sombreados e com acesso fácil ao solo.
Faz ninho baixo e choca com dedicação:
A fêmea geralmente bota dois ovos e os incuba junto ao macho, alternando turnos.
Mesmo sendo aves discretas e pouco exigentes, as juritis-pupu estão sujeitas a uma série de doenças, especialmente quando mantidas em cativeiro sem os devidos cuidados:
Coccidiose: doença intestinal causada por protozoários, com sintomas como diarreia, fraqueza e perda de apetite.
Clamidiose aviária (ornitose): infecção respiratória que também pode afetar humanos.
Aspergilose: infecção fúngica respiratória comum em locais úmidos e mal ventilados.
Impactação de papo: fermentação dos alimentos no papo, causando inchaço e dificuldade respiratória.
Deficiências nutricionais: que afetam penas, bico e disposição da ave.
Alimentação equilibrada: sementes variadas (como milho triturado, painço e girassol), além de frutas como banana, mamão e goiaba.
Água limpa todos os dias: trocada com frequência, especialmente em dias quentes.
Ambiente seguro e silencioso: a gaiola ou viveiro deve estar longe de ruídos fortes e com sombra abundante.
Espaço para caminhar: como é uma ave terrestre, a juriti-pupu precisa de chão limpo e firme para se locomover.
Higiene e ventilação: evite umidade, fezes acumuladas e alimentos estragados.
Consultas com veterinário de aves: essenciais para identificar doenças silenciosas e garantir orientações corretas.
Por serem aves calmas e discretas, muitas vezes os sinais de doença na juriti-pupu passam despercebidos. Mas, com o acompanhamento certo, é possível evitar problemas graves e garantir bem-estar à ave.
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